A relação entre ortodontista e cirurgião bucomaxilofacial, nos casos de cirurgia ortognática, é algo extremamente relevante para o sucesso do tratamento ortodôntico-cirúrgico nos pacientes com deformidades dentofaciais que serão submetidos à cirurgia ortognática.

É muito comum em casos de deformidades dentofaciais que o ortodontista acredita ser possível corrigir a maloclusão somente com ortodontia, não encaminhar o paciente ao cirurgião, e depois de um ou dois anos de tratamento ortodôntico o paciente se frustrar por não estar vendo o resultado ortodôntico esperado, ou mesmo quando o tratamento ortodôntico consegue atingir a sua meta e corrigir a maloclusão, o paciente ficar insatisfeito com o seu perfil e/ou assimetria devido a falta de harmonia facial, uma vez que, mesmo que a oclusão tenha sido corrigida às custas de inclinações dentárias (camuflagem ortodôntica), a deformidade esquelética permanece. Portanto, mesmo que o ortodontista julgue possível corrigir a maloclusão em um caso de deformidade dentofacial somente com ortodontia, o paciente precisa e deve ser informado, de preferência pelo cirurgião, dos benefícios do tratamento ortodôntico-cirúrgico envolvendo a cirurgia ortognática. Desta forma o paciente será esclarecido de todas as opções de tratamento possíveis e poderá decidir somente pela tratamento ortodôntico (quando for possível) ou pela cirurgia ortognática, mas conhecendo muito bem as vantagens e desvantagens de cada tipo de tratamento. Assim sendo, a vontade do paciente irá se sobrepor à vontade do ortodontista e do cirurgião. Acesse o link QUANDO INDICAR UMA CIRURGIA ORTOGNÁTICA que complementa bastante este assunto.
Em minha experiência, pacientes que apresentavam deformidades dentofaciais que experimentaram um tratamento em conjunto com ortodontia associada à cirurgia ortognática, manifestaram aos profissionais maior satisfação pelo resultado. Para se obter sucesso no tratamento ortodôntico-cirúrgico, há necessidade de uma atuação harmônica entre ortodontista e cirurgião, que se concretiza a partir de um diálogo franco das possibilidades terapêuticas de cada profissional, relacionadas com o paciente específico. O cirurgião e o ortodontista devem não só encaminhar o paciente um ao outro, mas também falar pessoalmente entre eles para comunicar seus projetos de trabalho e ouvir as possibilidades e opções, tanto no planejamento cirúrgico, como de preparo ortodôntico.
Certamente, desta maneira nós estamos oferecendo o que há de melhor para que o resultado do tratamento de pacientes adultos com deformidades dentofaciais, seja o que mais agrade ao paciente e que perdure por toda a sua vida.
Muito obrigado pela atenção!
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