A cirurgia ortognática é um tipo de CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL que tem como objetivo corrigir as deformidades dentofaciais em pacientes adultos. Os principais padrões faciais são:

A deformidade dentofacial é definida como uma maloclusão (mordida errada) associada a uma alteração esquelética que se caracteriza pela desarmonia entre a maxila (maxilar superior) e a mandíbula (maxilar inferior), sendo que a deformidade pode estar localizada na maxila, na mandíbula ou em ambos. Pode estar acompanhada de alterações respiratórias e musculares, além de um comprometimento estético facial que pode ocasionar problemas psicológicos e privações quanto ao convívio social. Estas deformidades na grande maioria das vezes tem origem hereditária (herança familiar), porém, podem ser adquiridas, como as sequelas de fraturas faciais, ou desenvolvidas a partir de hábitos nocivos durante a infância, como a respiração bucal, uso prolongado de chupetas ou hábito de chupar o dedo.
O tratamento das deformidades dentofaciais é essencialmente multiprofissional, envolvendo a atuação em conjunto do ortodontista e do cirurgião bucomaxilofacial. Em algumas situações é de grande importância a participação de um fonoaudiólogo, para reeducar as alterações funcionais da musculatura quando presentes. O ortodontista irá realizar o alinhamento e nivelamento dos dentes, ou seja, ele vai colocar os dentes na melhor posição possível, sem se preocupar em corrigir a maloclusão (mordida errada), uma vez que isto é consequência da desarmonia entre o osso da maxila e da mandíbula. Feito isto, o cirurgião bucomaxilofacial corrigi a alteração esquelética através da cirurgia ortognática, restabelecendo a mordida correta e a estética facial. Após a cirurgia o ortodontista irá finalizar o tratamento ortodôntico e remover o aparelho dos dentes. O tempo total de tratamento ortodôntico é variável de paciente para paciente, mas em geral, dura de 1 a 2 anos.


A cirurgia ortognática, independentemente do tipo de deformidade a ser corrigida, é realizada exclusivamente por dentro da boca, com ausência de cicatrizes na pele. Técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, possibilitando menor trauma cirúrgico, podem ser realizadas em um grande número de casos. Um dos principais receios dos pacientes diz respeito a possibilidade de terem que ficar com a boca fechada ou “amarrada” no pós-operatório. Com o desenvolvimento das técnicas cirúrgicas e dos materiais utilizados, a possibilidade de ficar com a boca fechada (bloqueio maxilo-mandibular) é extremamente rara, sendo que o paciente sai da cirurgia podendo abrir a boca.
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