PARESTESIA APÓS CIRURGIA ORTOGNÁTICA

        Parestesia após cirurgia ortognática constitui uma das principais dúvidas dos pacientes quanto ao período pós-operatório. A parestesia nada mais é que uma sensação de dormência ou de anestesia prolongada nas proximidades da região operada. Isto pode ocorrer devido ao fato que ao reposicionarmos o maxilar, os nervos que dão sensibilidade aos dentes e tecidos moles da face podem apresentar uma alteração sensorial que resulta na sensação de parestesia.

Nervos dos maxilares
Inervação dos maxilares e dentes.

        Quando operamos o maxilar superior (maxila), a dormência se localiza no lábio superior e nas regiões do lado do nariz e em geral demora cerca de 2 a 3 meses para passar esta sensação, porém, podemos afirmar com certeza, que no maxilar superior, esta sensação sempre irá passar. Quando operamos o maxilar inferior (mandíbula), a dormência se localizará no lábio inferior e no queixo, podendo levar cerca de 5 a 8 meses para regredir. A dormência vai ficando cada vez mais fraca com o passar do tempo. No maxilar inferior pode, contudo, em alguns casos, permanecer uma sensação diferente na ponta do queixo mesmo após 1 ano de cirurgia, que os pacientes relatam não mais como uma dormência e sim como uma área com sensibilidade um pouco reduzida, porém, a maioria desses poucos pacientes só se lembram disso quando são questionados sobre a sensibilidade, afirmando que os benefícios estéticos (harmonia facial) e funcionais (encaixe correto dos dentes e melhora da respiração), que obtiveram com a cirurgia ortognática, são aspectos muito mais significativos.

        A parestesia tende a desaparecer mais rápido em pacientes mais jovens quando comparado com pacientes com uma idade mais avançada que foram submetidos à cirurgia ortognática. Técnicas cirúrgicas menos invasivas, que são realizadas sempre que possível, também contribuem para um menor tempo de parestesia no pós-operatório. Podemos ainda administrar  vitaminas do complexo B e realizar a aplicação de laser nas regiões operadas e adjacências, com o intuito de acelerar a volta da sensibilidade. Terapia de motricidade oral, com exercícios de fonoterapia ou fisioterapia, contribui para um maior conforto do paciente, podendo auxiliar na regressão da sensação de parestesia.

Nervo alveolar inferior
Em verde podemos observar os trajetos dentro do osso dos nervos alveolares inferiores direito e esquerdo. Eles dão sensibilidade para todos os dentes inferiores, para o lábio inferior e também para o mento (queixo). Com o planejamento virtual computadorizado que utilizamos para planejar a cirurgia ortognática conseguimos ver com detalhes a relação desses nervos com os dentes e com a estrutura óssea ao redor deles. Assim, podemos planejar o local mais apropriado para fazermos a cirurgia ortognática, de tal modo que minimizamos o trauma nos nervos durante o ato operatório, diminuindo muito a possibilidade de dormência no lábio inferior ou no queixo por um período mais longo.

Cirurgia ortognática NÃO é tudo igual, existindo diversas técnicas cirúrgicas que serão escolhidas pelo cirurgião a depender do diagnóstico de cada paciente. Há muitos casos que uma parestesia com duração mais longa NÃO será uma preocupação, portanto, esse é um assunto que deve ser totalmente esclarecido diretamente com o cirurgião antes da cirurgia e cada paciente deve ser avaliado sobre essa possibilidade individualmente.

       O paciente que irá fazer uma cirurgia ortognática não deve ficar preocupado com a parestesia a ponto de não querer fazer o tratamento devido a essa possibilidade. Como dito anteriormente, a parestesia vai regredindo com o passar do tempo e os benefícios estéticos e funcionais da cirurgia ortognática superam bastante essa alteração de sensibilidade, mesmo nos casos que ela perdure por mais tempo, o que felizmente corresponde a minoria dos casos em mãos de cirurgiões qualificados para esse tipo de tratamento.

       Acesse o link DÚVIDAS QUANTO AO PÓS-OPERATÓRIO DE UMA CIRURGIA ORTOGNÁTICA e informe-se sobre outros temas muito importantes sobre o período pós-operatório. Será um prazer te receber pessoalmente para esclarecer todas suas dúvidas referentes à cirurgia ortognática.

          Muito obrigado pela atenção!

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7 comentários

    1. Olá Jair! Obrigado pelo seu contato.
      A idade pode sim influenciar na recuperação. Pacientes mais jovens podem apresentar uma capacidade de recuperação mais acelerada, porém, na sua idade, em pacientes com ausência de comorbidades ou doenças, esperamos ainda uma recuperação após a cirurgia sem grandes alterações. Os cuidados na realização da cirurgia e no pós-operatório são mais importantes para uma boa recuperação.
      Estamos à disposição. Tudo de bom!

      1. Bom dia
        Me chamo Stenio Furtado e tenho 37 anos. Estou com 45 dias de operado hoje. Fiz a Cirurgia Ortognática. Porém, não sinto nada do lábio superior até o queixo.
        Tem algum tipo de fisioterapia ou algo do tipo que posso ou tenho que fazer pra voltar a sentir o lábio superior e o queixo mas rápido? Por quanto tempo perdura esses sintomas?

      2. Olá Stenio! Agradeço o seu contato!
        Terapia de motricidade oral, laserterapia e vitaminas do complexo B podem ajudar. Esses tratamentos para a dormência são coadjuvantes, sendo a passagem do tempo o mais importante para a recuperação da sensibilidade. No lábio superior normalmente a dormência dura cerca de 2 a 3 meses e na lábio inferior e queixo de 5 a 8 meses. Ma há casos que quando a cirurgia é muito traumática pode ficar um resquício de dormência permanente que, na maioria das vezes, não incomoda o paciente. Mas converse com seu cirurgião, pois só ele sabe exatamente como foi sua cirurgia e pode preferir um ou outro tratamento para a dormência.
        Espero ter ajudado! Boa recuperação.
        Tudo de bom para ti!

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