Fraturas de face podem produzir grandes transtornos para o paciente do ponto de vista funcional e estético. Alteração da visão, dificuldades respiratórias e maloclusão (mordida errada) são possíveis achados clínicos relativo a alterações funcionais encontrados nos pacientes com fraturas faciais. Afundamento dos ossos faciais associado ou não a assimetria facial, que podem produzir queixas estéticas importantes nos pacientes, também são achados comuns.
O ideal é que as fraturas de face sejam tratadas o quanto antes possível após o trauma que ocasionou as fraturas. Quando isto não é possível, seja porque o paciente não foi diagnosticado, não procurou tratamento ou apresenta outros traumas mais complexos cuja condição médica impeça momentaneamente a cirurgia para correção das fraturas faciais, as possibilidades do surgimento de sequelas são grandes e o tratamento das sequelas são sempre mais difíceis. Sequelas de fraturas nos maxilares podem necessitar de uma cirurgia ortognática associada a tratamento ortodôntico para a sua correção.

Quando o cirurgião dispõe de recursos materiais adequados para fixar e estabilizar as fraturas, é raro, atualmente, um paciente ter que ficar com a boca “amarrada” (bloqueio maxilo-mandibular) para tratar fraturas nos maxilares. Para fixar e estabilizar as fraturas o cirurgião pode utilizar miniplacas e parafusos de titânio, que normalmente não precisam ser removidos posteriormente, ou usar miniplacas e parafusos absorvíveis, que com o passar do tempo desaparecem sozinho, ou seja, vão sendo reabsorvidos pelo organismo. A indicação de miniplacas de titânio ou absorvíveis depende do tipo e extensão da(s) fratura(s) e da idade do paciente, onde em geral em crianças e pacientes em fase de crescimento a utilização de miniplacas absorvíveis tem uma boa indicação, uma vez que os ossos da face ainda terão um aumento de tamanho e volume com o crescimento.
O uso do cinto de segurança diminuiu consideravelmente o índice de fraturas faciais em vítimas de acidentes automobilísticos, sobretudo nas colisões frontais. Entretanto, o aumento da violência (agressão física e por arma de fogo), principalmente nos grandes centros urbanos, contribui para um aumento na incidência destas fraturas. Com o desenvolvimento dos exames de diagnóstico e evolução das técnicas cirúrgicas das fraturas faciais, o tratamento tornou-se mais cômodo para o paciente, diminuindo o tempo de recuperação e acelerando a volta do paciente ao convívio social e ao seu trabalho.
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